Um, dezessete, uma e dezessete. Dezesseis, cinco. Dezesseis do cinco. Números e mais números exalados pelo vento. Um copo de conhaque me faz companhia na solidão. Queria então poder preencher o vazio com algo que, no momento, não fosse um livro. Um cigarro é aceso e a fumaça exala as mentiras omitidas pelas nuvens sanguíneas. Mais uma dose de conhaque e uma tragada no cigarro. Quem dera eu poder ali esquecer os números quando se trata de pessoas. Quantos amigos? Qual é a idade? Quanto é o salário? Se pudesse então serem levados pela fumaça...
Um, vinte, quatro. Uma e vinte quatro. O que isso forma? O que transforma? Não se sabe ao certo. São como áureas que se perdem no petróleo negro.
Mas naquele momento, três era o número ideal: o conhaque, eu e o cigarro. Nem mais. Nem menos. Apenas três em um milhão.
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