terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Nova Morada.

Em ti ocupei a mim e sendo parti de ti feristes a mim.
Em mim não houve ocupação longa que fizestes continuar em ti.
Remando contra a corrente fugindo para longe de mim em busca de ti.
Até que o limite falou mais alto, fugi de ti e fiz nova moradia em mim.

Por quê?

Sabe quando você faz coisas e depois fica sem entender o porquê que fez? E quanto mais tenta achar uma explicação só encontra resposta que te levam a crer que você não deveria ter feito o que fez. Complexo. Mas sempre existe um motivo. Seja ele qual for. É como pegar uma estrada sem rumo e por não saber onde ir acaba chegando em lugar algum. Mas ai você percebe que pode fazer algo já que chegou até ali.
Assim são as coisas da vida, você às vezes não sabe o que tá fazendo, mas continua a fazer. E quando se dá conta é tarde demais. E não existe coisa pior do que tarde demais.
E mesmo tentando achar respostas,  perguntas surgem pra confundir tudo. E ai é você e você para chegar a uma conclusão. Ou não. E ai?

sábado, 25 de abril de 2015

Incertezas

O manto negro da lua insiste em pairar na rua.
Nos sonhos acordados, tudo se desfaz de maneira rígida e eficaz. Seus sorrisos são desfeitos com uma simples gota d'água.
No corpo, os hematomas de um choro calado, uma raiva tampada.
Nos olhares, a incerteza de que seu âmago é vago, solitário...
Na bagagem que carrega consigo sobra apenas às dúvidas inacabadas de uma vida amargurada.

Vestígios de lembranças

Após um dia cansativo e com pouca chuva, ouvi a saudade bater na porta. Trazendo com ela algumas lembranças indesejadas e até mesmo idealizadas. Pensei em escrever algo para suprir o barulho que ela fazia. Horas se passaram e o que consegui foi apenas secar meu copo de uísque. Adianta de alguma coisa descreve-la? São apenas meras palavras diante da martelada que agita no peito. Até porque descrever esses sentimentos nunca fizeram meu feitio. Mas saudade é saudade. Ela é inquieta. É passageira. Faz alguns estragos, de fato, mas é superável.
Dentre esse sentimento e outros que ainda estão por vir, cabe a mim apenas sentir.
Como pode eu, ter tamanha frieza em algo guardado somente para mim.
Dera eu, não ter esses vestígios escondidos em mim.
Dera eu, despir em folhas amassadas tudo aquilo que imaginava.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Musicalise

Nessa INFINITA HIGHWAY da vida, eu ANDO SÓ, seguindo NOVOS HORIZONTES, pois por mais que tudo seja PERFEITA SIMETRIA, sempre há algo de pior. Vou quebrando os CONCRETO E ASFALTO, tentando subir A MONTANHA, mas só vejo NUVEM PASSAGEIRA. Diante de um DOM QUIXOTE, eu vou tocando PIANO em um BAR, e a cada REFRÃO DE UM BOLERO, PRA SER SINCERO, as PARABÓLICA (s) já não transmitem mais o que eu estou à procurar. São VÁRIAS VARIÁVEIS, muita POSE, mas, um dia eu hei de encontrar, nem que seja SURFANDO KARMAS E DNA. Pois não quero saber de NÚMEROS, nem de fotos 3x4. Quero saber de paixões, de amar. O PREÇO da VIDA REAL é alto, mas é UM ALÍVIO IMEDIATO saber que, o que importa mesmo é arriscar.

Vento, Ventania

Mesmo com a ventania, o vento não leva a saudade que insiste em pairar no tempo.
A poeira não cobre as lembranças guardadas em um armário de madeira, que depois de levar muita rasteira, virou concreto sem nexo.
A felicidade ali procurava existir.
Diante de tanto redemoinho, coube a um espanador, espanar a dor que a poeira não tapou.
Nos pulsos, pulsava a angústia de querer saber o motivo de tanto porquês.
E a nostalgia batia levemente no muro de concreto. Vagarosamente o vento tentava levar as lembranças para um doloroso e aconchegante esquecimento.

Complexidade na Alma

Trago na bagagem um livro velho e um caderno rabiscado. Palavras confusas fáceis de serem decifradas. Lendo com alma. Ouvindo a razão indo além do coração.
Trago uns discos de vinil, um sapato azul anil.
Procuro encontrar alguns versos perdidos no tempo. 
Foram levados com o vento.
Trago umas flores pra plantar no quintal, coberto de palavras perdidas ou talvez enfeitadas no jornal.
Tem a solidão dançando com uma canção.
A espera de uma demorada chegada.
Trago na bagagem a árdua batalha entre a paixão e a compaixão.
 Prosas misturadas com rosas.
Uma alucinação entre a lucidez e a maluques.
Trago na bagagem uma triste complexidade de um pobre coração.