sexta-feira, 3 de maio de 2013

Flora. Flor.

Numa tarde tão linda de céu nublado o sorriso dela se escondeu entra as nuvens encharcadas. Lágrimas queriam ser expostas nas sua face, mas a força de não deixá-las caírem, já não suportava tamanha tristeza. Motivos para estar assim tinha muitos, porém, frear-se das causas era o que mais queria. Infelizmente não conseguia. 
Evidentemente a dor era supérflua para acomodação do seu ser. Sempre enfática com seus sentimentos não temia tamanha relutância. Oh pequena dor, se a ti devo algum favor, peço-te que se vá e deixa a alegria se aproximar.  
Sou uma menina tentando ser mulher, com pequenos fardos pesados nas costas. E apesar de apreciar algumas coisas com desdém, peço-te que me deixe ser afortunada em um mundo com muito amor e pouca demonstração de afeto. Deixe-me ir com lágrimas de alegria, e que nesta tarde nublada que a chuva caia como as lágrimas caem sobre meu rosto, levando a tristeza e deixando sorriso por onde for. E onde quer que vá que a dor vire flor. 

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