Com Luana Leal
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Ê Saudade.
Certa noite ao olhar o céu estrelado após um dia de chuva, vi um pequeno filme passar na mente, lembranças, saudades, amores. Peguei um cigarro e um pouco de bebida, então pensei em te escrever, mas não sabia por onde começar. Depois de varias folhas amassadas no chão, vi que era em vão tentar mais uma vez recomeçar de novo. Aquilo martelava minha mente, mas, de qualquer forma queria te contar coisas simples, desde como foi meu dia até como estou me sentindo realmente, mas hoje, mas agora, não sei se importaria.De que adianta tentar descrever o sentimos? Palavras são meras palavras perto da imensidão que existe dentro de nós. Então, tomei mais uma dose de conhaque e percebi que, a unica maneira era demonstrar não em palavras, mas sim nos gestos. Mas gestos? Gestos ou atitudes nunca fizeram muito seu feitio, afinal, eramos apenas parte de um mundo falso, onde já não sabia o que era mentira, o que era verdade. Dera eu, saber mentir com tamanha frieza tal sentimento puro que carregava. Dera eu, conseguir despir essa saudade que guardo em segredo, somente para mim. Dentre essas e outras contradições de madrugadas em claro, me pergunto se tem algum vestígio de mim em ti, como há teu em mim. Dera eu, saber se o que sentis por mim é real, puro, verdadeiro. Mas se os olhos falam, os seus me encantam, me enganam. Enganam-me nas olhadas que dá, na maneira como me encara, fico me perguntando quando é que eles estão dizendo que está com saudades, que me quer, ou quer que eu vá embora, que desapareça. É um contentamento descontente. É um saber descabendo... A única certeza que sobrou então, é esse cigarro, e esse café, que ainda me mantem aquecida, pois, me sinto tão sozinha em meio de duvidas. Peço um sinal, peço uma certeza, que venha de ti, para poder desamassar então todas as folhas jogadas e poder reescrevê-las em uma frase: Eu também sinto saudade.
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